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Cooperação histórica: Recife e Holanda iniciam projeto para diminuição de desastres naturais

É bem provável que você já tenha ouvido falar, nos últimos anos, que, com as mudanças climáticas, “o mar vai engolir Recife” ou “a capital vai desaparecer debaixo d’água”. 

Com uma ou outra afirmação, os moradores e transeuntes da cidade não precisam esperar alguns anos para que as consequências mais ferrenhas da degradação do meio ambiente se concretizem para se deparar com essa realidade: basta chover durante uma madrugada e manhã inteiras, como aconteceu nesta segunda (06), que o Recife já vira um rio e a cidade literalmente para.

Foi visando sanar esse problema que, após as chuvas do final de maio e início de junho do ano passado, que vitimou 132 pessoas em toda Região Metropolitana, que a Prefeitura da Cidade do Recife enviou uma carta ao governo holandês pedindo uma cooperação para estruturar projetos de prevenção a desastres, de contenção do nível do mar e de drenagem.

E foi coincidentemente neste dia 6 de fevereiro, que o município ficou mais tomado por água, que o início dos trabalhos ocorreu, durante reunião do prefeito João Campos com representantes da embaixada holandesa, na sede do Executivo municipal.

De acordo com a Gestão Municipal, “até a próxima sexta-feira (10), consultores de uma empresa ligada ao governo holandês, que é especialista no desenvolvimento de projetos de gestão de água, visitarão diversas localidades e obras em execução no município, como a requalificação do sistema de drenagem na Rua da Concórdia, no Centro, e Avenida Dois Rios, no Ibura, para analisar os problemas e estruturar estratégias de intervenção de curto, médio e longo prazos, de modo a tornar o sistema de drenagem ainda mais eficiente, minimizando os impactos das precipitações na cidade”.

Ainda de acordo com a Gestão Municipal, “durante as visitas in loco, os especialistas holandeses vão se somar às equipes da Prefeitura e analisar os estudos que estão em execução, propor possíveis estratégias de intervenções no Recife e observar a gestão de bacias hidrográficas, de risco de inundações, os alertas precoces de inundação, a governança e qualidade da água, bem como o tratamento de águas residuais”. 

A expectativa é que, dentro de um mês, a consultoria apresente aos técnicos da Prefeitura do Recife o relatório com recomendações de ações mitigadoras e estruturantes para minimizar os impactos do aumento do nível do mar e das mudanças climáticas.

Segundo pesquisas da Organização das Nações Unidas (ONU), o agravamento das mudanças climáticas ameaçam vidas, e Recife é a 16ª cidade mais vulnerável do mundo a esses eventos.

Fonte: Portal da redação CBN Recife

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